terça-feira, 14 de março de 2017

Keep the faith...



Há dias em que o mundo ao redor parece uma grande e pesada nuvem cinza... Nenhum raio de sol se atreve a atravessar o desânimo e a desesperança. Quando resolvemos um problema, logo atrás vem outro, ainda maior. E enquanto andamos, de um lado pro outro, tentando encontrar soluções, acabamos metendo o maldito mindinho na quina da cama.
Eu conheço bem esses dias. Tenho vivido muitos deles sucessivamente. Como uma avalanche de segundas-feiras a engolir minha últimas esperanças.
Em momentos como esses, em que nosso único desejo é não ter mais desejos, e dormir tal qual a dona Adormecida, nossa única salvação é manter a fé. Seja a fé em um deus ou deusa. Seja a fé em dias melhores. Seja a fé em nós mesmos.


Podemos perder amor, amigos, dinheiro, emprego, sonhos... Só não podemos perder a fé.

Sente-se no seu canto preferido da casa. Entoe um mantra ou uma canção que lhe faça bem. Acenda um incenso. Tome um banho. Ande descalço na grama. Reze. Ligue pra um amigo e fale sobre sua arte preferida. Cante alto. Dance feito doido. Caminhe sem rumo. Escreva. Pinte. Desenhe. Faça alguma coisa. Faça qualquer coisa que lhe faça bem, só não deixe sua fé ir embora... Ela é o único raio de sol capaz de mandar embora a nuvem cinza.

Agradeça às forças nas quais acredita. Agradeça, apesar de. Porque, por mais que tenhamos perdido, ainda temos muito. Olhe para o lado, e perceba quantas graças ainda estão enchendo suas mãos. Agradeça. E peça apenas, e tão somente, para que a fé permaneça dentro de você.

Eu estou aqui, tentando manter a esperança que só a fé é capaz de nutrir. Espero que você mantenha a sua.

De longe te mando um abraço apertado, e deixo o lindo do Bon Jovi ecoando em nossos ouvidos...

"Everybody needs somebody to love (mother, mother)
Everybody needs somebody to hate (please believe me)
Everybody's bitching 'cause they can't get enough
When it's hard to hold on
And there's no one to lean on

Faith!: You know you're gonna live trough the rain
Lord we've gotta keep the faith
Faith!: Dont you let your love turn to hate
Now we've gotta keep the faith

Keep the faith, keep the faith
Lord we've gotta keep the faith"

[Patrícia Pirota - abril de 2014]

segunda-feira, 13 de março de 2017

Assim... [Poemetos]


Assim tenho enfrentado os dias...
De cara lavada,
Roupa amassada,
Cabelo despenteado,
E com os pés descalços.

Assim tenho passado as noites...
Alma limpa das tristezas,
Cartas escritas, mas nunca enviadas,
Furacão no peito,
E com as asas cansadas.

Assim tenho vivido o amor...
Vestida de mim,
Despida de ti,
E vazia de nós.

[Patrícia Pirota]

domingo, 12 de março de 2017

Salvem a Professorinha! - Como planejo minha rotina de professora (Aulas e Cronogramas)

Enfim o tão aguardado post sobre como planejo minhas aulas e minha rotina em sala de aula! Porque a gente tarda, mas uma hora tudo se ajeita! =)

Como falei no vídeo [Se você ainda não viu, é só clicar AQUI], esse é o material que dá certo pra mim. Fui testando e desenvolvendo meus métodos ao longo dos anos [Esse ano, completo 18 incríveis anos como professora...], e compartilho aqui algumas das ideias que deram certo e que continuo utilizando.

Espero que possam ser úteis, e auxiliar a todos que, como eu, batalham por uma educação melhor e mais bonita.

Qualquer dúvida, deixem comentários no vídeo, que farei um vídeo especial, respondendo as perguntas sobre planejamento.

Em cada imagem, está a legenda do que ela representa. Pra saber bem explicadinho, é só assistir ao vídeo. ;)

Beijo procês!
Patrícia Pirota

Exemplo de aula feita no esquema de Mapa Mental

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Terceira pessoa do singular

Terceira pessoa do singular

Ela queria um romance.
Ele, uma crônica.
Ela queria sonetos de Vinícius.
Ele, versos de Cacaso.
Ela queria canções do Pink Floyd.
Ele, riffs dos Ramones.
Ela queria ser Capitu.
Ele, Brás Cubas.
Ela queria que ele fosse sua oração
[subordinada substantiva subjetiva.
Ele, que ela fosse sua coordenada alternativa.
Ela queria morar no amor.
Ele, no mar.
Ela foi embora pra Pasárgada.
Ele, pra uma cidadezinha qualquer.




Patrícia Pirota

sábado, 14 de janeiro de 2017

FIlme "Antes de Partir" (Ou sobre quando a morte nos leva um pedaço...)




Nos dois últimos meses eu chorei. Chorei litros. Chorei rios. E sim, adoro hipérboles.

Passei por inferno astral, aniversário infernal - afinal, não me venha com essa balela de dizer que chegar aos 30 é coisa fácil, porque não é coisa nenhuma! -, morte da vovó, acidente da mãe, trabalho, filme, livro, propaganda, música...

Ah! Pontequepartiu!!! Chorei até não aguentar mais chorar. Chorei até doer de tanto chorar. E, bem, eu tenho que manter a fama de coração de gengibre, por isso decidi parar com essa viadagem palhaçada!

Fonte: Adoro Cinema
Sexta-feira eu assisti ao filme "Antes de Partir" [Clica pra ir ver as infos do filme no Adoro Cinema], lançado em 2008, com Jack Nicholson [um dos melhores atores do Universo!] e Morgan Freeman [O cara é tão elegante, que até usando roupa de mecânico cheio de graxa ele ainda mantém o porte de lorde inglês].

Eu não lembro de algum dia já ter assistido a esse filme, de modo que essa deve ter sido a primeira vez. E já me bastou pra entender que não adianta mesmo ficar chorando.

Chorar pra desopilar o fígado? Tudo bem, afinal, infelizmente não dá pra sair espancando as pessoas por aí. Agora, chorar e se esconder debaixo das cobertas com medo da vida? Larga mão, companheiro! A vida é uma só, já cantava docemente o Poetinha...

O filme conta a história de Carter Chambers (Morgan Freeman), um homem inteligentíssimo, humilde, com um casamento estável e uma família linda. Ele trabalha como mecânico porque, sacomé, precisa sustentar a família. Um dia ele descobre que tem câncer e vai parar no hospital. Seu companheiro de quarto é nada menos que Edward Cole (Jack Nicholson), um bilionário arrogante que não suporta a si próprio, e, embora tenha muito dinheiro, Edward também tem câncer, afinal, as doenças não escolhem suas vítimas pela conta bancária.

Uma das ideias mais legais do filme é a tal da "Lista de Bota", que é uma listinha [quem ama lista, levanta a mão! o/] de coisas que a pessoa quer fazer antes de morrer. Bom, ambos estão em estágio de câncer terminal, e se juntam pra ir fazer as coisas que gostariam antes que a luz da vida se apagasse de seus olhos.

O filme é lindo. Engraçado. Comovente. Não poderia ser diferente, por se tratar de vida e morte. Não poderia ser ruim, tendo Nicholson e Freeman.

Daí vem a minha relação com o filme...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Sobre sorrisos bobos e alunos...



Hoje, ao observar meus alunos - que, sem reclamar (muito), montavam e desmontavam quebra-cabeças com frases no Past Simple às 8 da manhã -, percebi um sorriso bobo que me escapou dos lábios. Involuntariamente, lá estava eu, com a alma e os olhos sorrindo.

As meninas da frente também viram meu sorriso bobo, e logo fizeram um "Aaaahhhh! A professora 'tá apaixonada!" (aquele ahhhh irritante que só adolescente sabe fazer...), e me perguntaram se eu tinha namorado. Respondi que não, mas acho que elas não se contentaram com a resposta, e ficaram dando risadinhas (que, na verdade, são mais irritantes do que o ahhhhhh).

No fundo, a pergunta delas é que foi errada. Deviam ter me perguntado se eu estava apaixonada, e então teriam seu esperado sim como resposta.

Essa manhã, ao olhar pr'aqueles projetos de adultos trabalhando em grupo, sorrindo e desfrutando desse tempo tão precioso que é a infância/adolescência (embora eles fiquem putíssimos quando os chamo de crianças...), senti o quanto sou apaixonada pela minha profissão. Sou apaixonada pelo fato de, a cada dia, ter experiências diferentes. Apaixonada por poder aprender a cada segundo, e de ter aprendido tanto nesses últimos 10 anos. Apaixonada pelos olhinhos curiosos e cheios de vida. Apaixonada até pela carinha de gato de botas que eles fazem quando grito com eles, ou lhes dou uma bronca.

Hoje um aluno do 9° ano (que ontem me abraçou, ergueu e me girou pelos ares) me perguntou quando eu tinha escolhido ser professora, e se eu dava aula por necessidade ou por opção. Contei que aos 4 anos já dizia que seria professora quando crescesse. Quanto à opção, claro que sou professora por opção, afinal de contas, tem sempre a opção de passar fome. Ou então largar tudo e ir fazer outra coisa. E pra quem acha que é impossível, mostro minha língua todo preta de café e digo que é mentira!

Há 3 anos eu optei por parar de dar (vender) aula. Assim, como quem resolve virar pra direita em vez da esquerda, pedi exoneração de um concurso e lá fui eu tentar outros caminhos [e, for the record, também meio que passei fome]. Reza a lenda que todos os caminhos levam a Roma... Pois bem, a docência deve ser minha Roma, porque não adiantou de nada querer fugir, que lá foi a estrupícia atrás de mim!

Ser professora é meu modo de estar no mundo... Embora eu tenha reclamado no último post que havia esquecido quem é a Patrícia, não sei existir sem a Professora Patrícia (só quando me torno a aluna Patrícia, mas aí é outra história...). Mas enfim...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Hoje é um novo dia, de um novo tempo, que começou...

Imagen: Jardín. Autor Sergey Minaev:
"Estamos indo de volta pra casa..."
Fonte da imagem

Sim, o blog é antigo, o título é antigo, a blogueira é antiga, mas a disposição é novinha em folha, bem!

Final de 2016, estava lendo o post em que a querida Thaís, do Vida Organizada, comemorava 10 anos de blog. Imediatamente me veio à memória o primeiro post dela que li, e o quanto a blogosfera - naquela época - era uma das coisas mais incríveis e importantes da minha vida.

Foi nas teias do Blogger que me descobri escritora de verdade - essa, do cotidiano, que afirmo ser -, que fiz amigos e desfiz preconceitos, que mostrei minha vida como ela era - Entre aranhas, mofos, querosene, mestrado e solidões -, que aprendi que minhas palavras poderiam passear em outros olhos e serem ressignificadas.

Logo depois de ler o post da Thais, corri pro meu blog antigo, e por ali fiquei algumas horas, relembrando o quanto era bom escrever e ter alguém que me lesse e compartilhasse comigo da vida, do universo e tudo o mais. E dali nasceu a vontade de voltar a (re)escrever aqui.

Afinal, eu pago o domínio desse trem, e ele fica aqui, como tantas coisas na vida, pegando poeira... Mas, resolvi "mariekondorizar" [Sim, neologismo horroroso, mas é o que tem pra hoje, fi!] também a minha vida virtual [Porque a real já está passando por esse processo há mais de um ano].

Vou trazer pra cá os meus posts favoritos do blog antigo, assim como as postagens do Instagram que acho que valem a pena serem arquivadas de uma forma mais bonita e organizada.

Vou também voltar a escrever e colocar todas essas palavras adormecidas que andam dormindo em minha cachola no papel virtual.

Se você é leitor/a antigx, muito obrigada pela companhia de sempre! Se você é leitor/a novx, seja muito bem-vindox! Só não repare a bagunça, pois, como a minha vida, este muquifo está em contínua construção. ;)

E pra quem não sabe, também dá pra me encontrar nessas outras casinhas aqui [Clica no link que 'cê vai aparatar na página.].

  • Twitter@patriciapirota [O lado "MininaMá" que restou em mim mora nos 140 caracteres daquele boteco].
  • Instagram: Patrícia Pirota [Meu "journal" virtual, em que faço colagens e escrevo impressões do meu cotidiano nada sempre igual]
  • Youtube: Patrícia Pirota [Yeap, eu tinha dado um tempo do tubo, mas estamos fazendo as pazes aos poucos]
  • Facebook: Eu não entro no Facebook. A grande verdade é que eu odeio o Facebook, e só não saí de lá ainda porque preciso trocar contas de outros aplicativos e pegar contatos importantes. Então, se você me mandou mensagens por lá e eu nunca respondi, não é nada pessoal com você, mas sim como o Facebook em si, ok? ;)
Se quiser entrar em contato comigo, o e-mail e a Caixa Postal estão aqui, do ladinho esquerdo da página. Será um prazer receber sua mensagem. =)


E por hoje é só, estrupícixs!

Relembrando uma velha marca do canal:

"- Agora diga tchau, Lilica.
- Tchau Lilica!"

Beijo procês!